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Psicologia Ambiental

A Psicologia Ambiental é um dos mais recentes campos de estudo da Psicologia, e vem estudando o que é chamado de problemas humano-ambientais. É considerada uma subárea da Psicologia, que se firmou na década de 70, com canais de comunicação próprios. Sua origem está na Psicologia Ecológica da década de 1940. Mas esta subárea da Psicologia vem crescendo, principalmente da década de 1990 para cá, mais precisamente após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a ECO 92. Também é a partir da década de noventa que intensificaram as discussões sobre a influência de fatores psicológicos, sociais e ambientais na saúde humana.

A Psicologia Ambiental atualmente tem se ampliado. Psicólogos ambientais têm relacionado seus trabalhos a outras subáreas como a Psicologia da Educação, a Psicologia Organizacional, a Psicologia do Desenvolvimento e a Psicologia da Saúde. A unidade de estudo da Psicologia Ambiental é a relação pessoa-ambiente, não havendo, portanto, o estudo da pessoa ou do ambiente isoladamente. É um estudo da Psicologia aplicada aos problemas humano-ambientais e visa o desenvolvimento sustentável, capaz de satisfazer as necessidades da geração atual sem comprometer as necessidades das futuras gerações. O século XXI já está marcado pela globalização e o desenvolvimento sustentável e o contexto dos problemas ambientais encontrados implica necessariamente no estudo das inter-relações pessoa-ambiente. Qualquer análise sobre as soluções dos problemas ambientais deve incluir os comportamentos do homem frente a seu ambiente.

Na realidade, tanto os estudos sobre desenvolvimento sustentável como os estudos sobre Psicologia Ambiental iniciaram-se na década de 70, numa coincidência temporal, e a entrada dos psicólogos ambientais no estudo da sustentabilidade está enraizada no convencimento destes profissionais sobre a responsabilidade individual e coletiva no desenvolvimento de ações que atentam contra a sustentabilidade do planeta e a pertinência do seu domínio de experiência para amenizar e até reverter essa tendência de degradação ambiental que o ser humano tem. A Psicologia Ambiental trabalha com essas necessidades, que não são identificadas por outras áreas de conhecimento. O ressaltar das necessidades ambientais na concepção de desenvolvimento sustentável proporcionou caminho para retomada da pessoa nas relações com o ambiente. Pessoa cujo estilo de vida pode indicar inter-relações de degradação ou pró-ecológicas, de saúde ou de enfermidade.

Na Psicologia Comportamental, quando dizemos que o comportamento é controlado pelo ambiente, queremos dizer duas coisas diferentes: o ambiente modela e mantém repertórios de comportamento, mas também serve como ocasião para que o comportamento ocorra. A diferença para a Psicologia Ambiental está no conceito de ambiente. A Psicologia Ambiental lida com o ambiente físico, enquanto que, para a Psicologia Comportamental, tudo que não é a pessoa é ambiente para ela, ou seja, outra pessoa passa a ser ambiente. Em relação à saúde estuda-se, por exemplo, a qualidade de vida e a qualidade ambiental, o espaço pessoal, a privacidade, a territorialidade, a aglomeração, a conservação ambiental, a apropriação do espaço e o estresse.

A Psicologia Ambiental é considerada eminentemente prática, envolve várias abordagens da Psicologia e é interdisciplinar. Mas o maior destaque da Psicologia Ambiental é a forma interacional que ela vê a relação pessoa-ambiente, ou seja, o tema central são as inter-relações entre pessoa e meio ambiente físico (há uma reciprocidade entre pessoa e ambiente).

Fonte: CORRÊA, Marcia L. T. Psicologia Ambiental num Hospital Infantil: uma análise comportamental enfatizando qualidade de vida e bem-estar, Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica, PUC/SP, São Paulo, 2006.

 
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