22 de setembro – Dia Mundial sem Carro

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicologia Ambiental | Posted on 21-09-2007-05-2008

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Vou repassar aqui o texto que recebi do site Ser Melhor, da minha colega Salete Amador.
Visitem o site, que é bem interessante: http://www.sermelhor.com

Neste dia 22 comemoramos o dia mundial sem carro. O dia surgiu em 1998 na França e a cada ano vem se espalhando por diversos países.

Muito além desta ser mais uma data comemorativa em meio a outras centenas, para todos aqueles que residem em uma grande cidade é uma data por demais importante. Importante pois as proporções que o transporte individual tomou nos dias atuais é prejudicial a todos, tanto a motoristas como pedestres e cidadãos.

A poluição liberada pelos veículos vai muito além dos gases que contribuem com o aquecimento global, emitindo também substâncias tóxicas como óxidos de enxofre e nitrogênio além de gerar ozônio, todas extremamente prejudiciais a nossa saúde.

Além disto os congestionamentos geram perdas econômicas enormes além do stress dos motoristas, poluição sonora e acidentes devido a direção perigosa.

Desta forma, em meio ao caos em que aos poucos nos afundamos, o Dia Mundial sem Carro vem como uma maneira de, além de repensarmos no transporte de nossas cidades, uma ação efetiva, a fim de chamar a atenção dos governos e das pessoas que ainda não tomaram consciência disto.

Neste dia 22, utilize transporte coletivo, ande a pé ou de bicicleta, pratique esportes ou fique em casa tranquilo! Informe-se em sua cidade e verifique se neste dia ela disponibilizará atividades.

Faça um esforço e participe você também!

Um abraço da equipe Ser Melhor

DIVULGAÇÃO: III Seminário Internacional de Psicologia Ambiental e Desenvolvimento Sustentável PUC/SP- EMBRAPA

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicologia Ambiental | Posted on 20-09-2007-05-2008

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Faço parte da comissão organizadora deste seminário desde a sua primeira edição, e aproveito o espaço do meu blog para divulgar esse evento tão importante para a Psicologia Ambiental do Brasil.

Núcleo de Psicossomática e Psicologia Hospitalar do Programa de Estudos Pós Graduados em Psicologia Clínica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Embrapa Meio Ambiente
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Convidam para o

logopeqIII SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PSICOLOGIA AMBIENTAL E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PUC/SP – EMBRAPA

ÁGUA, MUDANÇAS CLIMÁTICAS E BEM-ESTAR

Data: 04 de outubro de 2007.

Local: PUC/SP – Auditório 239

Rua Ministro Godoy, 969 2º. andar
Perdizes – São Paulo (SP)

Horário: 8h30 às 18h

Programação:
http://www.pucsp.br/pos/eventos/23_08_07_programacao_psc.html

Normas gerais e inscrições:
http://www.pucsp.br/pos/eventos/23_08_07_normas_psc.html

Lembrando que as inscrições são gratuitas (para quem não quiser certificado),
porém obrigatórias. Garanta a sua! Até lá!!

Por que fazer Psicoterapia?

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicóloga Marcia Corrêa, Terapia Comportamental | Posted on 17-09-2007-05-2008

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Hoje vou escrever um pouco sobre os benefícios da psicoterapia em geral. teclando

É claro que eu sou terapeuta comportamental e tenho uma forma específica de trabalhar no consultório, mas queria deixar claro que, ao meu ver, TODA terapia é válida, seja psicanálise de Freud, psicologia analítica de Jung, uma terapia mais fenomenológica, ou até mesmo as terapias alternativas que vão surgindo… varia de acordo com a preferência do cliente, ou disponibilidade (horário, local, preço etc.), só tomem cuidado com a seriedade e compromisso do profissional que procuram, afinal, “charlatanismo” existe em todas as área de trabalho. Ao procurar um psicólogo, peça um cartão de visitas e guarde o número do CRP daquele profissional, pois esse número é a identidade que prova que ele pode atuar como psicólogo clínico.

Coisas do gênero “terapia é para loucos” são frequentemente ditas e ouvidas. As vezes parece que procurar psicoterapia é a última alternativa para cuidar de algo que não está bem, por exemplo, uma doença que não tem uma explicação física satisfatória (ainda farei um texto aqui no blog só sobre psicossomática, aguardem!). Mas não é bem assim, pelo contrário. Não precisamos procurar psicoterapia necessariamente quando há algo de errado conosco. Pode ser para se conhecer melhor, ou até para melhorar algo que já está bom, digamos assim. Como toda terapia é válida, eu particularmente acredito também que todas as pessoas se beneficiariam ao fazer terapia, pelas várias coisas que ela proporciona, as quais destaco três:

seu espaço: cada cinquenta minutos de seção de terapia são os SEUS cinquenta minutos, para falar o que quiser, mágoas do passado, um segredo, ou até simplesmente desabafar. O terapeuta não vai julgar o que você está falando em hipótese alguma. Existem clientes que pedem literalmente que aquela seção seja um momento para chorar, por não ter privacidade em casa para isso, por exemplo. Outros pedem para falar sem serem interrompidos, porque só querem jogar para fora uma série de coisas que estão guardadas, como problemas no trabalho, com a família e que em muitas vezes nem há o que fazer mesmo, a não ser falar, desabafar. Aquele é o seu espaço, que você vai aproveitar como quiser. Não existe certo ou errado, nem regras a serem seguidas. O terapeuta está ali para ajudá-lo a fazer o que for melhor para você, sem se importar em agradar família, amigos, sociedade… (a não ser que esse seja de fato o seu objetivo, é claro).

cura de doenças: Se você procurar terapia pedindo pela cura de alguma doenaça, é possível que o terapeuta responda que sim, que ele pode te curar. Mas tome cuidado, não é nenhuma mágica. É importante compreender que um terapeuta não pode realmente curar, mas pode trabalhar junto com você para que chegue à cura. Por exemplo, na adesão de um tratamento, ou na aceitação de que você terá uma rotina diferenciada dos demais por conta da sua doença. O caminho para a felicidade e para a cura de transtornos e doenças depende de cada um. Frequentemente, entretanto, necessitamos de alguém que mostre a maneira, ou as possibilidades de se chegar lá, e é aí que o terapeuta exerce uma função fundamental, pois possuímos técnicas específicas para tal.

auto-conhecimento: Um bom terapeuta é aquele que pode ajudar o cliente a encontrar mais significado na vida e desenvolver sua autonomia. Fazendo terapia você aprimora seu potencial verdadeiro superando medos e resistências. Através da terapia você consegue aceitar e entender uma série de aspectos da sua vida, buscando mudar o que não o satisfaz.

Se você tem o desejo de viver uma vida melhor, faça terapia.
Não vai se arrepender.

Patch Adams no Brasil – minhas considerações

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicóloga Marcia Corrêa | Posted on 06-09-2007-05-2008

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Olá queridos visitantes. Hoje vou contar para vocês a minha experiência na Palestra “Humor and Health” e no Workshop “What is Your Love Strategy?”, ambos ministrados pelo Dr. Patch Adams, aqui em São Paulo, essa semana (ele esteve no Rio também).

Patch
Patch Adams em São Paulo (e eu com meus certificados)

Não posso deixar de falar que A Palestra de 2005 foi melhor! Quem esteve na anterior com certeza concorda que a de segunda-feira não tinha nenhuma novidade mesmo! Ele basicamente contou rapidamente a sua biografia, coisas que já ouvimos em 2005, lemos e vimos no filme estrelado por Robin Willians…

Mas ele falou coisas bem interessantes, incluvise a questão sobre pq não ensinamos a amar na escola? Pq “Compaixão” não é uma matéria, como “Matemática” e “Ciências”? Algumas pessoas acham que isso é inato… eu não, eu TENHO CERTEZA que amor e respeito se aprende e não vejo nada de errado em DE FATO incluir uma matéria assim nas escolas!

No entanto, sobre HUMOR, que era o tema da palestra, ele não falou muito. Eu que conheço o trabalho da Morgana Masetti, que acompanhou os Doutores da Alegria provando que o trabalho deles melhorava SIM a saúde das crianças no Hospital, esperava algum dado desse tipo na palestra.

Sobre amar, ele ressaltou isso no Workshop, no dia seguinte. Nos dois dias ele perguntou se alguém achava que amar era a coisa mais importante de todo o mundo, e todos os presentes concordaram que sim. E Patch (como ele gosta de ser chamado) falou novamente o quanto ele lamentava que a coisa mais importante do mundo não era ensinada. Interessante que a mídia acha que amar não dá ‘ibope’. Ele mesmo disse que tentou falar com a CNN na época da queda das duas torres en NY, propondo a estratégia de amar em contraposição às guerras, mas foi dito a ele que ninguém estava interessado. Ontem fiquei sabendo que um Congresso que teria o nome de ‘Amor e Afetividade’ teve que mudar de nome, pq a o local onde será realizado o Congresso não considerou o nome interessante… Amar não é interessante? Amar não dá ‘ibope’? Não acredito!

No Workshop realizamos algumas atividades bem interessantes, outras nem tanto… acho que varia de cultura para cultura… ao mesmo tempo em que para nós brasileiros é relativamente fácil abraçar estranhos, é muito difícil olhar nos olhos e dizer “eu te amo” de forma sincera a alguém que você nunca viu na vida. Pelo menos não tantas vezes seguidas… Acho que dar carinho e atenção é possível sim, e amar, também… mas dizer “eu te amo” nos olhos de outra pessoa é estranho… pelo menos para mim foi… enfim, ainda estou refletindo sobre isso…

Ele ainda falou das sete coisas que ele mais ama (contando algumas histórias sobre cada uma dessas coisas), e nisso eu concordei totalmente. As sete coisas, que eu me lembre, eram (não necessariamente nessa ordem):

1) ele ama pessoas (eu tb), e faz questão de responder todas as cartas que ele recebe e interagir com cada um que passa por ele.

2) ele ama a vida (eu tb), e para ele enquanto a pessoa não está morta, está vivendo… e não é? Ele disse que todo dia de manhã ele acorda e grita “YEEEEY, I MADE IT”, ele dizia “consegui, mais um dia… vamos ver, mais 24 horas… tantas coisas para fazer…”

3) ele ama a natureza (eu tb), já leu mais de 100 livros só sobre insetos e anunciou que se você tem um animal de estimação ou uma planta em casa, tadááá, vc também ama a natureza! Então… vamos cuidar, né?

4) ele ama artes e geral (eu tb), e na palestra de segunda-feira gostei quando ele fez uma crítica às musicoterapias e arte-terapias da vida… afinal que música não é terapêutica? Que arte não é terapêutica?

5) ele ama pensar/ estudar (eu tb), thinking ele disse… o estudar foi por minha conta.

6) ele ama a ação de amar, o verbo amar. Ele ama amar (eu tb), e quem não ama amar?

7) Só pra fechar com chave de ouro, ele ama… romance! E… guess what? EU TAMBÉM! Eu amo tudo que ele ama… que coisa! Era lindo ouvir ele falando do quanto estava anisoso para encontrar a sua amada Susan Parenti, e o quanto ele a amava por tudo que ela representa para ele, e não só pela beleza física. Vamos PARAR de achar que todo homem quer uma mulher bonita… e que toda mulher quer um homem rico… e acreditar mais nos sentimentos verdadeiros!!

Outra coisa marcante que ele disse no Workshop foi a importância de se ter GRATIDÃO! Eu achei muito bonito o discurso dele nesse momento, apesar da dor no pesçoco de estar tanto tempo sentada no chão olhando para ele em cima de um palco. Agradecer a tudo que se passa conosco, pessoas que conhecemos, coisas que acontecem, um dia a mais de vida… aliás, ele disse que foi muito importante para ele aprender a dizer “obrigado”, “amigo” e “eu te amo”.

Sem dúvida, o poder do amor é gigantesco e Patch Adams prova isso com o seu trabalho ilustrado nos seus videos e sábias palavras.

Visitem o site dele: http://www.patchadams.org

E o site do grupo que o trouxe para o Brasil: http://www.copatch.com

Participação na Mesa Redonda do Grupo de Trabalho em Meio Ambiente da PUC/SP

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicologia Ambiental, Psicóloga Marcia Corrêa | Posted on 30-08-2007-05-2008

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Um dos motivos pelo qual criei esse blog foi justamente ter uma comunicação mais direta aos leitores sobre o que tenho feito profissionalmente, minhas participações em palestras, congressos, seminários etc.

Segunda feira, dia 27 de agosto, foi Dia do Psicólogo. Além de visitar a Embrapa Meio Ambiente, para acertar alguns pontos do III Seminário Internacional que vai acontecer dia 04 de outubro, participei da Mesa Redonda do Grupo de Trabalho em Meio Ambiente da PUC/SP com a palestra: “Psicologia Ambiental – Perspectivas da Profissão”, onde contei para alunos da graduação como está o campo de atuação profissional para os psicólogos dessa área, as mudanças da forma de atendimento no consultório e as possibilidades de trabalho em Psicologia Hospitalar, já que o local da minha dissertação de mestrado foi um hospital infantil humanizado.

Aqui vai uma foto dos membros que participaram da Mesa:
grupo Meio Ambiente
Da esquerda para a direita: Profa. Marcia Luiza Trindade Corrêa, Profa. Dra. Marlise A. Bassani, Prof. Dr. Geraldo A. Borin e Prof. Dr. Francisco Borba Ribeiro Neto.

Dr. Borba falou sobre Meio Ambiente e Cultura. A Dra. Marlise Bassani falou sobre a Psicologia Ambiental na PUC/SP. E o Dr. Geraldo Borin falou mais especificamente do Curso Superior Tecnológico em Meio Ambiente que está sendo montado no Campus Barueri da PUC/SP. Foi muito interessante e produtiva essa Mesa e era grande a quantidade de alunos presentes, prestigiando nossa apresentação.

Terapia Comportamental

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicóloga Marcia Corrêa, Terapia Comportamental | Posted on 23-08-2007-05-2008

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Muitas pessoas me perguntam sobre a forma como eu trabalho no consultório. São pessoas leigas em Psicologia e esse pequeno artigo visa justamente esclarecer como se dá a Terapia Comportamental, que é bem diferente da terapia clássica psicanalítica. Também pretendo publicar esse texto no meu site, que está quase pronto, por isso fiquem a vontade para tirar dúvidas e dar sugestões, como no texto abaixo, de Psicologia Ambiental. Lá vai… digitando

A causa do comportamento não é a mente, mas algo externo ao organismo, observável: o ambiente, o estímulo. Pensamentos e sentimentos também são comportamentos. Seriam o que a Psicologia Comportamental chama de comportamentos encobertos e é possível estudar aquilo que está dentro da pele, ou seja, há a possibilidade de estudar os eventos privados, mas não no mesmo sentido do mentalismo tradicional. Na visão Comportamental, os eventos privados de uma pessoa não são a causa de seu comportamento, mas, ao contrário, são eventos regidos pelas mesmas variáveis ambientais que controlam o comportamento manifesto. O comportamento é um processo, é mutável, e muda de acordo com as variáveis das quais ele é função.

Para a identificação de relações funcionais, utilizamos o conceito de contingência. O termo contingência é usado para se referir as relações entre comportamento e eventos ambientais. A Psicologia Comportamental utiliza-se de contingências e de relações funcionais como instrumentos para o estudo de interações organismo-ambiente. O experimentador manipula contingências em busca de relações funcionais e das condições nas quais podem ser observadas.

Comportamento e ambiente têm uma relação dinâmica, ou seja, o comportamento muda o ambiente assim como o ambiente muda o comportamento. E conhecer os determinantes de um comportamento é um passo fundamental para compreender a relação entre comportamento e saúde (ou doença).

Na Terapia Comportamental, trabalha-se basicamente com as variáveis externas, das quais o comportamento é função. Tentamos prever e controlar o comportamento de uma pessoa e chamamos esse processo de análise funcional. Esse é o instrumento básico de trabalho de qualquer analista de comportamento e é tarefa do terapeuta identificar as contingências que estão operando e também investigar as que operaram no passado. A análise funcional é vista como uma análise comportamental descritiva, ou seja, visa explicitar as contingências que podem estar operando para manter um determinado comportamento.

Fonte: CORRÊA, Marcia L. T. Psicologia Ambiental num Hospital Infantil: uma análise comportamental enfatizando qualidade de vida e bem-estar, Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica, PUC/SP, São Paulo, 2006.

Afinal, O QUE É PSICOLOGIA AMBIENTAL?

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicologia Ambiental | Posted on 22-08-2007-05-2008

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Vou colocar aqui um texto explicando melhor o que é Psicologia Ambiental, baseado no que eu publiquei na minha dissertação de mestrado. Pretendo colocar o mesmo texto no meu site, então, dúvidas e sugestãos são bem-vindas, por favor fiquem a vontade nos comentários, ok? Lá vai… teclando

A Psicologia Ambiental é um dos mais recentes campos de estudo da Psicologia, e vem estudando o que é chamado de problemas humano-ambientais. É considerada uma subárea da Psicologia, que se firmou na década de 70, com canais de comunicação próprios. Sua origem está na Psicologia Ecológica da década de 1940. Mas esta subárea da Psicologia vem crescendo, principalmente da década de 1990 para cá, mais precisamente após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a ECO 92. Também é a partir da década de noventa que intensificaram as discussões sobre a influência de fatores psicológicos, sociais e ambientais na saúde humana.

A Psicologia Ambiental atualmente tem se ampliado. Psicólogos ambientais têm relacionado seus trabalhos a outras subáreas como a Psicologia da Educação, a Psicologia Organizacional, a Psicologia do Desenvolvimento e a Psicologia da Saúde. A unidade de estudo da Psicologia Ambiental é a relação pessoa-ambiente, não havendo, portanto, o estudo da pessoa ou do ambiente isoladamente. É um estudo da Psicologia aplicada aos problemas humano-ambientais e visa o desenvolvimento sustentável, capaz de satisfazer as necessidades da geração atual sem comprometer as necessidades das futuras gerações. O século XXI já está marcado pela globalização e o desenvolvimento sustentável e o contexto dos problemas ambientais encontrados implica necessariamente no estudo das inter-relações pessoa-ambiente. Qualquer análise sobre as soluções dos problemas ambientais deve incluir os comportamentos do homem frente a seu ambiente.

Na realidade, tanto os estudos sobre desenvolvimento sustentável como os estudos sobre Psicologia Ambiental iniciaram-se na década de 70, numa coincidência temporal, e a entrada dos psicólogos ambientais no estudo da sustentabilidade está enraizada no convencimento destes profissionais sobre a responsabilidade individual e coletiva no desenvolvimento de ações que atentam contra a sustentabilidade do planeta e a pertinência do seu domínio de experiência para amenizar e até reverter essa tendência de degradação ambiental que o ser humano tem. A Psicologia Ambiental trabalha com essas necessidades, que não são identificadas por outras áreas de conhecimento. O ressaltar das necessidades ambientais na concepção de desenvolvimento sustentável proporcionou caminho para retomada da pessoa nas relações com o ambiente. Pessoa cujo estilo de vida pode indicar inter-relações de degradação ou pró-ecológicas, de saúde ou de enfermidade.

Na Psicologia Comportamental, quando dizemos que o comportamento é controlado pelo ambiente, queremos dizer duas coisas diferentes: o ambiente modela e mantém repertórios de comportamento, mas também serve como ocasião para que o comportamento ocorra. A diferença para a Psicologia Ambiental está no conceito de ambiente. A Psicologia Ambiental lida com o ambiente físico, enquanto que, para a Psicologia Comportamental, tudo que não é a pessoa é ambiente para ela, ou seja, outra pessoa passa a ser ambiente. Em relação à saúde estuda-se, por exemplo, a qualidade de vida e a qualidade ambiental, o espaço pessoal, a privacidade, a territorialidade, a aglomeração, a conservação ambiental, a apropriação do espaço e o estresse.

A Psicologia Ambiental é considerada eminentemente prática, envolve várias abordagens da Psicologia e é interdisciplinar. Mas o maior destaque da Psicologia Ambiental é a forma interacional que ela vê a relação pessoa-ambiente, ou seja, o tema central são as inter-relações entre pessoa e meio ambiente físico (há uma reciprocidade entre pessoa e ambiente).

Fonte: CORRÊA, Marcia L. T. Psicologia Ambiental num Hospital Infantil: uma análise comportamental enfatizando qualidade de vida e bem-estar, Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica, PUC/SP, São Paulo, 2006.

Psicologia Ambiental (o início)

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicologia Ambiental, Psicóloga Marcia Corrêa | Posted on 19-08-2007-05-2008

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Comecei a estudar Psicologia Ambiental em 2000, no Aprimoramento Clínico Institucional em “Psicologia e Saúde Ambiental: Qualidade Ambiental e Estresse Urbano”, na Clínica Psicológica Ana Maria Poppovic da Faculdade de Psicologia da PUC-SP. Até então, já havia ouvido falar de Psicologia Ambiental na graduação, mas nunca conseguia fazer as matérias e cursos oferecidos, ou pq já havia feito a eletiva oferecida, ou por falta de compatibilidade de horário mesmo.

Mas, recém formada, pude fazer o Aprimoramento e inciar minha formação como Psicóloga Ambiental. Como uma das atividades do Aprimoramento, estudei o livro de Gabriel Moser (1992) que trabalha com o estresse dentro da perspectiva da Psicologia Ambiental. Ler este livro foi muito importante não só em relação ao Aprimoramento como também para esclarecer algumas questões teóricas. Com esta leitura, entre outras, e a supervisão da Profª Drª Marlise A. Bassani, que permitiu que eu acompanhasse também as aulas de Psicologia Ambiental da graduação da PUC-SP, adquiri um novo conhecimento. Neste Aprimoramento participei da elaboração e da primeira Oficina de Qualidade de Vida Urbana e Controle de Estresse. O fato de estar em contato com um trabalho tão importante e inédito no Brasil me incentivou a continuar os meus estudos nesta área da Psicologia e em 2001 fiz o Aprimoramento intitulado: “Atendimento em Psicologia e Saúde Ambiental: Qualidade Ambiental, Estresse Urbano e Afetividade”, em que realizamos oficinas de Qualidade de Vida Urbana e Controle de Estresse e de Expressões de Afetividade.

A ligação entre Psicologia Ambiental e saúde é recente na literatura e a Profª Drª Marlise A. Bassani é a principal responsável por esta ligação no Brasil. Com ela apresentei o que foi estudado em congressos nacionais e internacionais.

Foi estudando a relação Psicologia Ambiental – Saúde que despertou em mim o interesse em desenvolver minha dissertação de mestrado em Psicologia Clínica, no núcleo de Psicossomática e Psicologia Hospitalar. Pelos apontamentos de Neder e Vasconcellos (2002), pude confirmar que estava no caminho certo, pois foi destacada a importância dos fatores sociais e ambientais no tratamento do cliente e na interdependência mente-corpo.

Este texto foi originalmente publicado no início da minha dissertação de mestrado, que defendi em Abril de 2006. Claro que agora fiz algumas alterações para adaptá-lo ao blog. Atualmente estou trabalhando na Comissão do III Seminário Internacional de Psicologia Ambiental e Desenvolvimento Sustentável PUC-Embrapa. Tenho trabalhado na Comissão de divulgação deste evento desde a sua primeira edição. E, vale destacar que Gabriel Moser (a quem citei no início do texto) estará no Brasil, participando desde evento, que acontecerá dia 04 de Outubro. Quem gosta de Psicologia Ambiental NÃO PODE PERDER!!

Abraços a todos, espero que tenham gostado do meu primeiro texto. teclando

Bem-vindos ao meu blog profissional!

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicóloga Marcia Corrêa | Posted on 15-08-2007-05-2008

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Bem-vindos ao meu blog profissional. Vou atualizando com as minhas participações em eventos e congresso e também textos sobre o meu trabalho como terapeuta comportamental e psicóloga ambiental. Espero que gostem! Um abraço a todos os visitantes!!